A seguir, são apresentados os resultados obtidos através do levantamento de dados realizado. Será realizada uma comparação do desempenho desses indicadores ao longo do primeiro semestre de 2005 em relação ao mesmo período do ano anterior, bem como à média dos 18 meses de funcionamento da O.S.
| Indicador |
Sigla |
|
Média
Atual |
|
Peso |
Jan |
Fev |
Mar |
Abr |
Mai |
Jun |
Participação
dos custos
fixos |
IPCF |
< 40% |
34,87% |
35,70% |
1,5 |
0,349 |
0,361 |
0,368 |
0,355 |
0,350 |
0,309 |
Liquidez
corrente |
ILC |
> 1,00 |
1,586 |
- |
1,5 |
1,832 |
1,829 |
1,523 |
1,443 |
1,450 |
1,441 |
Ocupação da
área
disponível |
IOAD |
100% |
99,36% |
99,00% |
1,0 |
0,988 |
0,988 |
0,993 |
0,999 |
0,996 |
0,997 |
Resultado
líquido
aplicável |
IRLA |
5% |
5,56% |
10,70% |
2,5 |
0,086 |
0,064 |
0,026 |
0,025 |
0,030 |
0,103 |
Participação
do custo de
pessoal no
faturamento |
IPCP |
< 50% |
23,79% |
25,70% |
1,5 |
0,242 |
0,244 |
0,222 |
0,242 |
0,249 |
0,227 |
Eficiência na
cobrança
das tarifas |
IET |
< 3% |
2,41% |
2,10% |
1,0 |
0,0267 |
0,0249 |
0,0242 |
0,0226 |
0,0236 |
0,0227 |
Custo total
pelo volume
comercializado |
ICVC |
< 1% |
1,45% |
1,42% |
1,0 |
0,0158 |
0,0152 |
0,0140 |
0,0146 |
0,0138 |
0,0138 |
Quadro 1: Indicadores de Posição – 1 o. Semestre de 2005
4.1. IPCF
O IPCF (Indicador de Participação dos Custos Fixos na Receita Total) mede a representatividade dos custos fixos da nova estrutura em relação à Receita Total do período. São considerados Custos Fixos aqueles que não sofrem variação proporcional em relação à variação de receita, tais como a folha de pagamento do pessoal administrativo e as despesas administrativas da O.S. Na média, este indicador apresenta um resultado melhor que o de 2004 (34,87% contra 35,7%), superando a meta prevista (menor do que 40%). O desempenho deste indicador ao longo do primeiro semestre de 2005 demonstra certa estabilidade em torno do valor atual, ficando em aproximadamente 1% abaixo da média dos 18 primeiros meses da O.S. (36,02%).
No gráfico a seguir, é representada a evolução desse indicador ao longo dos meses avaliados e seu comparativo:

Se observarmos o desempenho desse indicador ao longo dos meses, percebemos que houve uma pequena queda no mês de junho em função do incremento de Receita e redução de gastos com materiais. É interessante perceber que o efeito da redução da aquisição de materiais é refletido diretamente nesse indicador, reforçando a necessidade de desenvolvimento de programas de incentivo que combatam perdas e desperdícios na estrutura.
4.2. ILC
O ILC ( Indicador de Liquidez Corrente) mede a capacidade da Organização em saldar suas obrigações de curto prazo. Como a situação atual contempla uma reserva de caixa, pode-se dizer que, seguindo a atual política de fluxo de caixa, este indicador tende a ficar acima da meta estipulada.
No Gráfico a seguir, vemos que a média atual (1,586) encontra-se bastante acima da meta estabelecida (maior do que 1,000), porém é decrescente ao longo desses 06 primeiros meses. Conforme expresso no último relatório, a necessidade de novos investimentos fez com que a liquidez fosse reduzida, tendo sido prudente a manutenção de reserva de caixa para esse período.
De modo geral, o resultado de 2005 fica bastante próximo da média dos dezoito meses (1,613), demonstrando a coerência na aplicação dos recursos da O.S., conforme mostrado no próximo gráfico.

4.3. IOAD
O IOAD (Indicador de Ocupação da Área Disponível) mede o percentual da área disponível para ocupação que efetivamente gera Receita para a O.S. (TPRU). Cabe salientar, porém, que algumas áreas podem ser cedidas e outras podem gerar Receitas não proporcionais a sua área física, se comparadas com a média. Assim, comparativamente em dois períodos distintos, podemos ter um percentual de ocupação menor e uma Receita maior, ou vice-versa, a depender do tipo de contrato estabelecido com o permissionário.
A meta estabelecida para este indicador é bastante arrojada, pois prevê 100% de ocupação da área disponível para locação.
Em outubro/04 houve um aumento da área útil para ocupação de cerca de 2.000 m 2, referente a um galpão que vinha sendo utilizado para armazenamento da merenda escolar e foi redirecionado para sub-locação junto a terceiros, perfazendo uma área total da mais de 55.500 m 2, área que foi novamente redimensionada em janeiro de 2005 para cerca de 56.450 m2 .
Observa-se que a média atual (99,36%) é superior à média de 2004 (99,0%).
Pode-se observar no gráfico a seguir que a taxa de ocupação se manteve bem próxima do esperado em todos os meses, chegando a atingir quase 100% de ocupação em abril/05.

4.4. IRLA
O IRLA (Indicador de Resultado Líquido Aplicável) mede o percentual do Resultado Líquido do exercício que estará disponível para ser reinvestido na Organização, seja em estrutura física, marketing ou convertido em benefícios para o cliente.
Como meta, a CEASA estabeleceu um limite não inferior a 5% em seu Resultado Líquido. Considerando o montante a ser empregado em recuperação e reformas, os Gestores definiram como parâmetro para 2005 um resultado de 5,4%, valor que foi atingido plenamente, conforme visualizado no Quadro 1. Neste relatório, diferentemente do anterior, todos os investimentos fixos realizados integram o Ativo Permanente, não contemplados nas contas de despesas e custos, que incluem apenas os gastos com recuperação e reformas.
No período dos 18 meses, foram gerados R$ 1.011.068,12 nas contas de resultados, dos quais foram reinvestidos em Ativos Permanentes R$ 739.617,37, que representam cerca de 5,33% da Receita Total do período. Entretanto, os desembolsos efetivos destinados a investimentos e recuperação do patrimônio totalizam R$ 1.279.531,46 (cerca de 9% da Receita Bruta Total), distribuídos conforme tabela a seguir:
| ITEM |
VALOR (R$) |
| Modernização dos Galpões |
441.168,94 |
| Pavimentação das Áreas Internas |
26.854,19 |
| Modernização da Rede Elétrica |
97.712,00 |
| Móveis, Utensílios e Banheiros (Diversos) |
83.630,34 |
| Construção do Muro, Canal e Entorno |
345.221,02 |
| Modernização do Centro Administrativo |
22.625,00 |
| Publicidade/Divulgação/Documentação |
41.214,48 |
| Diversos(Imobilizado) |
221.105,49 |
| Total |
1.279.531,46 |
Os investimentos realizados fizeram frente à diversas necessidades apontadas no Planejamento Estratégico e definidos no Plano de Investimentos da O.S. que vem cumprindo sistematicamente o cronograma físico-financeiro anual projetado. Também foram destinados recursos em 2005 para publicidade (cerca de R$ 13.500,00), conforme recomendado no último relatório, e para a digitalização de documentos que compõem o histórico da CEASA.
A seguir, temos a evolução do IRLA ao longo dos meses avaliados:

Percebe-se a queda maior nos meses de março a maio, a exemplo do que ocorreu em 2004. Nesse primeiro semestre, o fato se deve basicamente a uma leve queda na Receita Operacional (abril e maio), que não foram acompanhados pelos custos operacionais. Ao contrário, os custos com manutenção, telefone, energia e serviços aumentaram durante esses meses, gerando um resultado menos favorável para a O.S.
A média geral dos 18 meses ficou em 7,38%, enquanto a média do primeiro semestre de 2005 registrou 5,56%. Consolida-se, portanto, a capacidade da CEASA/O.S. em gerar resultados que demonstram não apenas sua auto-sustentabilidade, como também uma potencialidade competitiva bastante significativa.
Uma observação importante é que os investimentos fixos (Ativo Permanente) encontram-se dentro do valor estipulado como meta de resultado (cerca de 5%), sendo que as obras de conservação e recuperação são realizadas com o que tem excedido a esse percentual.
4.5. IPCP
O IPCP (Indicador de Participação dos Custos de Pessoal na Receita Total) mede o impacto da Folha de Pagamento da O.S. no Total de Receita por ela gerada.
Como meta contratual, estimou-se que os custos com a Folha de Pagamento fossem inferiores a 50% após o remanejamento e dispensa dos funcionários. Considerando os resultados do ano anterior, onde a média do primeiro semestre foi de 25,7% ,a meta gerencial foi estabelecida em 25%. No entanto, atingiu 23,79%, superando as expectativas iniciais.
Esse resultado se deve, principalmente, ao incremento de Receita gerado no período, retratado no item anterior, mas também a pequena queda nos lançamentos referentes a custos de pessoal nos meses de março e junho.
Cabem aqui algumas considerações a respeito:
- O índice foi calculado através de informações fornecidas nos balancetes.
- Foi considerada a participação da Folha na Receita Total. Caso fosse considerada apenas a Receita Operacional, o indicador médio seria de 37% (0,37).
A seguir, vemos a variação desse indicador ao longo dos meses considerados.

As variações contempladas neste gráfico são mínimas, ocasionadas pelos fatores já expostos anteriormente. Cabe ressaltar a diferença entre a média de 2005 e a média dos 18 meses.
4.6. IET
O IET (Indicador de Eficiência na Cobrança das Tarifas) mede a capacidade da organização em controlar o seu fluxo de caixa e o nível de inadimplência. Se as tarifas são pagas dentro do prazo estipulado, com um mínimo de inadimplência, isso reflete diretamente em disponibilidade em caixa para saldar compromissos, realizar compras a vista com obtenção de descontos e reduzir a necessidade de capital de giro na Organização.
Os levantamentos realizados em 2003 apontavam um percentual de 10%, em média, de recebimentos não efetivados. Para aferir a eficácia na Gestão do Setor de Cobrança, foi estimado um percentual de 3% como sendo uma margem aceitável.
O indicador médio do 1º Semestre de 2004 ficou em 2,10% (0,021), enquanto a média de janeiro a junho de 2005 registrou 2,41%. Percebe-se que em nenhum mês o indicador ficou acima da meta estipulada, mantendo a média de 1,95% ao longo dos 18 meses, o que pode ser considerado um excelente resultado.
A seguir, vemos a variação do IET ao longo dos 6 primeiros meses de 2005, onde fica evidente a estabilização desse indicador abaixo do valor estipulado como meta.

4.7. ICVC
O ICVC (Indicador de Impacto do Custo Total no Volume Comercializado) é obtido dividindo-se o Custo Total da Estrutura pelo Volume Total Comercializado na CEASA no mesmo período. A finalidade é verificar se o aumento dos custos e despesas estão se convertendo efetivamente em negócios para aqueles que usufruem de sua estrutura.
Em 2003, este índice atingia (0,0197), tendo sido obtido no primeiro semestre de 2004 o valor de (0,0142). Como meta, espera-se obter um valor abaixo de (0,01) em longo prazo.
Conforme visualizado no gráfico a seguir, esse indicador atingiu a média de (0,0145) no 1º Semestre de 2005 e de (0,0144) na média dos 18 meses, ficando acima da média do 1º Semestre de 2004, e ainda não atingindo ainda o patamar desejado.

Ao avaliar a evolução do incremento na relação valor/volume comercializado (R$/t), vemos que a média nos 18 meses é de R$ 964,03. Essa média subiu de R$ 928,34 no 1º Semestre de 2004 para R$ 1.064,01 no 1º Semestre de 2005. Também está representada no próximo gráfico a variação percentual mensal do volume comercializado (R$) e dos custos totais da O.S., onde se percebe uma relação mais linear a partir de janeiro de 2005.

4.8. Indicadores de Tendência
Os indicadores abordados anteriormente refletem o estado atual da O.S. em relação as metas estabelecidas, sendo chamados “indicadores de posição”. Os indicadores IICE ( Índice de Insatisfação do Cliente Externo), ISCI ( Índice de Satisfação do Cliente Interno) e IIOS ( Índice da Imagem da Organização perante a Sociedade), refletem aspectos mais qualitativos e que indicam tendências de comportamento em função de ações presentes.
Esses indicadores são reavaliados anualmente e serão abordados no próximo Relatório, após a realização das pesquisas ao final dos 24 meses de O.S.
4.9. Análise Conjunta dos Indicadores
Avaliar a evolução conjunta dos Indicadores auxilia na visualização do comportamento das variáveis que os compõem como um todo. No gráfico a seguir, se pode verificar a como se comportaram os índices durante o período de transição e consolidação da nova estrutura (18 meses de O.S.).

Fica evidente a estabilidade desses indicadores ao longo do período, o que consolida, cada vez mais, a eficácia nas medidas de gestão adotadas até aqui. A maior variação se dá no ILC (Liquidez Corrente) e no IRLA (Resultado Líquido Aplicável), justamente em função dos diversos investimentos em ativos e recuperações de estrutura necessários ao desenvolvimento da estrutura.
A próxima tabela mostra a posição consolidada dos indicadores nesses primeiros 18 meses.
Quadro 3: Evolução dos Indicadores de Posição
| Indicador |
Sigla |
Valor de Ref. (Contratual) |
Média 2005
(1o.sem.) |
Média
18 Meses |
Peso |
Indicador
Ideal |
Indicador Médio
2005 (1o.sem) |
Indicador Médio
18 meses |
Indicador
Atual |
Score (M/R) |
Participação dos Custos Fixos |
IPCF |
< 60% |
34,87% |
36,02% |
1,5 |
< 0,900 |
0,523 |
0,540 |
0,494 |
15 |
15 |
Liquidez Corrente |
ILC |
> 1,00 |
1,586 |
1,613 |
1,5 |
> 1,50 |
2,379 |
2,419 |
2,289 |
15 |
15 |
Ocupação da Área Disponível |
IOAD |
100% |
99,36% |
99,33% |
1,0 |
1,00 |
0,994 |
0,993 |
0,999 |
10 |
9,94 |
Resultado Líquido Aplicável |
IRLA |
5% |
5,56% |
7,38% |
2,5 |
0,125 |
0,139 |
0,184 |
0,215 |
25 |
25 |
Participação do Custo de Pessoal no Faturamento |
IPCP |
< 50% |
23,79% |
24,97% |
1,5 |
< 0,75 |
0,357 |
0,375 |
0,341 |
15 |
15 |
Eficiência na Cobrança de Tarifas |
IET |
< 3% |
2,41% |
1,95% |
1,0 |
< 0,03 |
0,024 |
0,020 |
0,049 |
10 |
10 |
Custo Total Pelo Volume Comercializado |
ICVC |
< 1% |
1,45% |
1,44% |
1,0 |
< 0,01 |
0,0145 |
0,0144 |
0,014 |
10 |
6,95 |
| PONTUAÇÃO MÁXIMA |
100,000 |
| PONTUAÇÃO OBTIDA |
96,885 |
A esses indicadores foi atribuído um score máximo de 100 pontos, distribuídos conforme o peso de cada indicador. Assim, obtém-se um parâmetro de desempenho para a organização como um todo, onde, ao atingir a meta estipulada, o indicador recebe pontuação máxima e a diferença entre o score máximo (M) e o obtido (R) indica justamente as áreas onde a Organização deve concentrar seu foco de atenção.
Alguns indicadores já extrapolaram os parâmetros iniciais estipulados como meta, como é o caso do ILC e do IPCP, sendo que, em alguns casos, as metas podem ser revistas, estimando-se novos objetivos mais condizentes com a situação atual e futura.
Como se percebe, a O.S. vem atingindo, de modo geral, as metas propostas para os primeiros anos de funcionamento. Os indicadores que ficaram abaixo do patamar desejado foram o IOAD (área disponível não ocupada totalmente) e o ICVC (onde o volume comercializado deverá ser trabalhado, juntamente com a manutenção do equilíbrio em relação aos custos totais).
A seguir, serão realizadas análises comparativas finais dos indicadores até aqui obtidos, onde se percebe a evolução no desempenho da Organização:
Quadro 4: Comparativo dos Indicadores de Posição (Meta=100,00 pontos)
Fev a Jul / 2004
(6 Meses) |
Fev/2004 a Jan/2005
(12 Meses) |
Fev/2004 a Jul/2005
(18 Meses) |
95,9080 |
96,7800 |
96,8850 |
|